Da Taverna Para Casa: aprendendo a jogar RPG com cartoons!

Fala galera!

Quais programas da TV (ou do Netflix e derivados, se preferirem) vocês têm visto? Algum anime ou cartoon que acabou de lançar? E se eu te contar que você pode aprender a jogar RPG melhor assistindo seu programa favorito!

Fo4_IntelligenceEm primeiro lugar RPG é tão amplo que você pode aprender a jogar melhor fazendo praticamente qualquer coisa; qualquer interação social, esporte praticado, videogame jogado ou livro terminado acrescenta pelo menos um pouquinho mais na sua mesa! Podemos tirar conceitos pra personagens e itens mágicos de qualquer fonte de inspiração, boas ideas pra atuar com o personagem de quaisquer conversas e lições de vida, assim como boas práticas de combate podem vir de filmes e videogames. Sendo assim, hoje eu vou escancarar alguns dos cartoons que tenho assistido pra vocês verem o que tem dentro deles!

Aqui vão 3 deles: Rick and Morty, Gravity Falls e Steven Universe!
Notem que eu escolhi eles por uma semelhança peculiar… Todos me lembraram de uma campanha de RPG! Prestando atenção, todos eles tem episódios com problemas e soluções próprios, seguindo uma formulinha:
-> no começo se introduz alguns elementos novos, únicos ao episódio;
-> no meio algum ou alguns problemas aparecem;
-> no final, o problema principal é resolvido com algo apresentado no começo, e certos personagens aprenderam algo no decorrer do episódio.
S2e13_dungeons_game.pngNestes programas, cada episódio é autossuficiente e tem seus desafios a serem resolvidos, porém ao longo da temporada eventos maiores que cada episódio individual se desenrolam, com os personagens crescendo e se descobrindo ao longo da trama. Se isso não é uma tremenda Campanha de RPG (a temporada), jogada ao longo de várias Sessões (os episódios), eu não sei o que é. Com este elemento em comum, vamos então analizar quem “joga” cada um destes RPGs:

Rick-and-Morty-Episode-Instagram1803286_2Rick&Morty é claramente jogado por amigos que querem se divertir. O mestre deles deixa qualquer coisa acontecer, desde que seja maneiro ou engraçado: os episódios mais memoráveis são os mais absurdos (quem esqueceria do Pickle Rick?), e quanto mais absurdas as ideas neles, mais certo elas dão. Vale à pena também prestar atenção nas relações entre os personagens, com todos na família Smith tendo motivos pra se amar e se odiar muito bem exploradas ao longo da série. Algo legal de começar a explorar na sua mesa, caso desejar, é esse sistema de “regras” muitos presente na série: cada personagem tem um número de preconceitos ou regras a serem seguidas com cada um dos outros personagens, que podem ser representados por frases pequenas. Essas frases norteiam como uma pessoa trata a outra de maneira muito direta. Rick por exemplo, teria as frases “acha o morty idiota”, “gosta de zoar morty” e “se preocupa com o morty”, o que explicaria grande parte das ações que ele toma quando os dois estão juntos!

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Ok, eu curti a 1a temporada vai

Confesso que não gostei tanto de Gravity Falls, mas assisti ele inteiro então vamos lá; Essa série tem um grande vilão como arquinimigo dos jogadores – o que torna interessante notar que a série não é sobre ele, com vários episódios em que ele nem é mencionado, com os personagens fazendo outra coisa completamente. Por mais malvado e eminente que seja, Bill só aparece quando precisa, o que demonstra um mestre muito bem preparado, que consiga mesclar as ações dos jogadores com sua história escrita de antemão. Porém, o que eu não gostei de GF, o mundo literalmente gira em torno dos personagens dos jogadores (na verdade gira em torno do Dipper): várias vezes tive a sensação de que, longe dos jogadores e da câmera, os personagens secundários simplesmente sentariam no chão esperando os astros voltarem. O Dungeon Master’s Guide, da Wizard of the Coast, da dicas excelentes pra soprar vida em seus NPCs: cada um deveria ter sua própria voz e personalidade distintos, para ser memorável (o que GF faz), porém é preciso estabelecer uma narrativa pra eles (da onde vem, pra onde vão, o que eles querem) e depois quebrá-la (enquanto os jogadores estavam se aventurando, tal NPC mudou de cidade por seu objetivo, por exemplo). Esta mescla entre construir expectativa e quebrá-la faz seus personagens parecerem pessoas com vida e vontades, separados dos jogadores! Algo que Gravity Falls, infelizmente, não faz :/

we_are_the_crystal_gems___by_trisketched-d99mw5o.pngSteven Universe, por outro lado, tem personagens interessantíssimos, assim como uma narrativa incrível! Além de cuspir referências de animes e videogames como louca, a série apresenta toda uma trama a ser descoberta: junto à Steven, que assim como nós espectadores não sabe de nada, vamos sendo revelados aos poucos o passado das Gems e a profundidade de suas personagens; fica a dica então pra futuros mestres, de usar esta tática de contação de história, as pequenas revelações: vamos sendo apresentados através de comentários de personagens, de visitas à ruínas e do contato com artefatos antes esquecidos à verdadeira história do império das Gems e como as cristais ficaram presas na Terra. Note que a história é tãaao no passado que os jogadores não tem como intervir, pois se os jogadores decidirem não seguir o caminho planejado a história continua lá. Também é muito interessante notar, nessa série e em outras, o quanto os confrontos são mais emocionais que físicos; sim, todos lutam pra caramba, mas as lutas mais interessantes são aquelas que vão decidir alguma coisa, lutar só por lutar fica repetitivo muito rápido.

Por hoje fica isso, espero que aprendam tanto quanto eu vendo suas séries favoritas! Boas rolagens ❤

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