Colocando jogadores na linha!

Olá aventureiros, cá estou eu de volta…outra vez!

O artigo de hoje é sobre aquele ou aqueles jogadores rebeldes ou simplesmente chatos que saem da linha, muitas vezes atrapalhando e até mesmo estragando por completo alguma seção narrada ou pior ainda, a campanha!

Certa vez, eu estava narrando uma campanha de D&D e após algumas seções ficou evidente que eu estava na verdade narrando 2 campanhas! Sim, isso mesmo, uma campanha para 4 jogadores (aquela que eu bolei com tanto carinho e que me divertia) e outra que me frustava a maior parte do tempo (para 1 jogador)! Pois bem, o jogador mala, interpretava um Anão Guerreiro/Bárbaro e toda santa seção narrada ele insistia em fazer exatamente o oposto do que todos na mesa poderiam esperar. Coisas absurdas de estúpidas sem sentido algum muitas vezes, e tudo somente para me contrariar. Chegando ao cúmulo de eu narrar por meses campanhas separadas numa mesma mesa! Claro que isso me irritou e também incomodou aos demais jogadores de alguma forma. Eu tentei conversar com o jogador fora de jogo e até os outros jogadores tentaram convencer o mesmo a deixar de ser chato e se unir aos personagens deles. Ou mesmo a criar outro personagem que fosse útil na crônica e membro do grupo de aventureiros. Mas não adiantou, o sujeito era mesmo implicante, obstinado! Então decidi narrar uma estória feita por encomenda para digamos o sujeito provar do próprio veneno. E foi mais ou menos assim (vou resumir): Após entrar em um circo, o mesmo embebedou-se até perder a consciência (mas não nem antes jogar dados e cartas). Resultado, acordou de ressaca num quarto de taberna, com uma prostituta horrorosa grudada no teto (as roupas estavam pregadas na parede). No banheiro um Clérigo bêbado (que na verdade era um ladino caótico e neutro, viciado em ópio). Seus pertences haviam sumido (todos) incluindo o dinheiro (exceto por suas roupa toda vomitada), na cama havia um pequeno macaco (cleptomaníaco), no curral da taberna, no lugar de sua montaria (um pônei de guerra) encontrava-se uma lhama rosa de circo (mal humorada e nada prestativa, que cuspia muito). Foi um lance estilo “Se beber, não case”, a seção rendeu muitas risadas a todos na mesa, exceto para o jogador chato que aprendeu sua lição! Nenhuma morte foi necessária, ninguém foi expulso do grupo, a campanha seguiu em frente (com todos unidos, como deveria, desde o início).

Contudo bom humor e um pouco de humilhação nem sempre resolvem, as vezes somente o medo (não me refiro a ameaças) ou mesmo a punição (morte de algum personagem) resolve. Segue agora um exemplo sombrio…

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Estava eu narrando uma campanha de Vampiro a Máscara quando me dei conta da arrogância dos jogadores que após alguns meses (e evoluir seus personagens) tornaram-se imprudentes e impertinentes. Como eu sabia que os mesmos desprezavam NPCs humanos, preparei uma armadilha, foi algo ousado eu admito, que poderia ter falhado miseravelmente (mas não falhou!). Foi mais ou menos assim, após uma conversa casual, topamos uma brincadeira aonde cada um após consenso comum montaria a ficha de outro membro do grupo. Montei a ficha de jogo com nossos dados (o que rendeu 5 personagens ao total) e seja por coincidência ou simplesmente por puro karma, após eu introduzir esses NPCs na seção de jogo os jogadores decidiram alimentar-se dos mesmos. Ocorreu um confronto aonde todos foram mortos exceto por mim (sim, eu era um dos NPCs), e nessa mesma seção eu sequer usei o escudo do mestre. Minha sorte nos dados foi tanta que nocauteei 2 vampiros e coloquei um terceiro para correr em pânico enquanto o restante ficou incrédulo sem reação. Detalhe, minha versão NPC possuía força 2, destreza 3, vigor 3, briga 2, esportes 2, esquiva 3, armas brancas 2 e usava 3 tijolos e 1 pedaço de pau como armas. Após este encontro os jogadores andaram na linha por alguns meses (3 para ser exato), quando tiveram uma recaída eu me aproveitei do fato de que na campanha haviam se passado 10 anos. E introduzi minha versão NPC desta vez como um Caçador de Vampiros implacável e experiente, sedento por vingança. No segundo encontro 1 personagem morreu e outro quase levou o mesmo destino. Este NPC se tornou tão marcante que a campanha girou em torno dele por um bom tempo (ele sobreviveu aos jogadores e retornou em outra companha aonde matou mais 2 personagens, desta forma quase completando sua vingança e não morreu). Desta forma os jogadores aprenderam a não subestimar nenhum NPC e também a não me desafiar com ações estúpidas durante as partidas. Cada mesa possuí um estilo de jogo diferente, assim como cada jogador e narrador, de qualquer forma espero ter ajudado de alguma forma ao compartilhar minhas experiencias passadas.

Como diria um certo personagem de desenho animado: – Por hoje é só pessoal! Espero que tenham curtido o artigo, boa sorte nos dados e até a próxima semana.

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