Jogador Pop-Star, não seja esse cara!

 

Olá aventureiros!

Desta vez o assunto é um tanto rotineiro creio eu, afinal, qual mesa não possui algum jogador “Pop-Star” (aquele cara que curte ser o “diferentão”, o “centro das atenções, o “estiloso”)?

Vamos ao princípio! Em certa ocasião decidi narrar uma campanha nada épica, nada de salvar o mundo ou enfrentar deuses malignos, uma simples guerra entre duas grandes nações. Fiz tudo muito simples, facilitei o máximo possível as escolhas, descrevi as duas nações aos jogadores, o cenário, as raças disponíveis em cada nação (4 raças, com 1 variação exclusiva de cada lado da guerra e  1 raça exclusiva para cada nação. O sistema que escolhi foi D&D 3.5, mas li alguns livros com regras de combate em massa para tornar tudo mais divertido é um pouquinho épico. Cada nação possuía sua motivação, dei até ideias para a criação de personagens (cheguei a criar 4 como exemplo e disponibilizei para escolherem). Todos jogadores na vibe da minha proposta, aproveitei e dei aos jogadores 1 semana para pensar em seus personagens. E ai começa o meu problema com o jogador “Pop-Star”! O sujeito afirma que vai jogar de Paladino, eu me ânimo e sugiro algum deus da guerra ou justiça, mas o cara me escolhe um deus caçador de demônios. Eu tento argumentar que esse personagem ficaria completamente fora do tema proposto por mim e atrapalharia a campanha, uma vez que a nação inimiga sequer é maligna e não possuí entre as fileiras de seu exército necromantes ou invocadores. Cheguei a criar uma piada mais ou menos assim: “Vocês estão no front durante as batalhas na guerra, de repente aparece um capeta de 4 m totalmente desorientado sem saber o que foi fazer ali. Você enxerga seu inimigo jurado, o confronta, derrota e enquanto isso os outros jogadores enfrentam o exército inimigo e salvam o dia. Ninguém entende nada, e assim, ocorrem aparições de demônios sem sentido algum ou qualquer explicação em todas as cenas de batalha para seu personagem não ser inútil.” Cheguei até a pensar em adaptar um pouco a campanha para o jogador ficar feliz e decidi tornar maligna a nação inimiga, criei uma conspiração nos bastidores da guerra com necromantes, invocadores e cultistas satanistas. Mas daí o jogador me informa que vai criar um Azimar, ou seja, uma raça que não está presente no meu cenário proposto. E o jogador explica que o personagem dele só se foca em caçar demônios e não se importa com a guerra e etc e tau. Bate o desânimo, desisto da campanha e faço outra proposta, “pirataria”, mais uma vez todos na mesa se animam e desta vez criam seus personagens. Cada um com uma função diferente no navio, todos decidem assumir algum papel além das clássicas classes: guerreiro ou bárbaro, clérigo ou druida, mago ou feiticeiro, ladino ou bardo. Um dos personagens era o cozinheiro, outro o primeiro imediato, outro o capitão do navio e assim por diante. Havia as mais variadas raças entre a tripulação, desde humanos, halflings, anões,  elfos, meio-elfos e até meio-orcs. Tudo pronto, a seção de jogo marcada, o jogador “Pop-Star” que por sinal era o capitão do navio começa a ler a planilha dos demais jogadores e faz perguntas do tipo: Por que a elfa ladina tem a destreza maior que a minha? Por que o guerreiro humano tem força maior que a minha? E assim por diante…em dado momento todos rimos do fato do meio-orc capitão do navio “não” saber nadar e ainda por cima usar armadura de metal e botas com “cravos”. Resultado, outra campanha frustada, pois o jogador Pop-Star desistiu de jogar com algum personagem que não possuísse 18 em todos atributos e fosse melhor em tudo com relação aos demais personagens.

unleashed-bar-fight

Baseado nestas e em muitas outras experiencias desagradáveis com jogadores que fazem exigências. Minha dica de hoje é super simples, não seja chato ou egoísta, os outros jogadores (incluindo ao mestre) também querem e devem se divertir! Abrace a proposta da mesa, não faça exigências ou vá na contramão do grupo. Garanto que agindo dessa forma, todos se divertem, inclusive você! Se desejar variar algo, negocie, converse “com jeitinho” com o narrador, de forma alguma tente se “impor”. Sabe aquele cara do outro lado do escudo do mestre? Sim, o narrador! Saiba que esse sujeito dá um duro danado gastando horas de seu tempo lendo livros, fazendo anotações, criando uma campanha, NPC’s, etc…tudo visando divertir e agradar aos jogadores enquanto ele se diverte junto no processo. Bom senso e camaradagem são bem vindos em qualquer mesa de jogo, então não seja um jogador “Pop-Star”!

Desejo a todos uma ótima sorte nos dados (exceto se você for um jogador Pop-Star), abraços e até a próxima semana!

rpg

 

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2 comentários sobre “Jogador Pop-Star, não seja esse cara!

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