[RESENHA] O Rei Adulto

Uma história de conto de fadas que é baseada no mundo do RPG medieval. O REI ADULTO é uma fábula sobre as dificuldades que envolvem a passagem da criança à vida adulta. Ambientado dentro do mundo imaginário e fantasioso das próprias crianças.

O livro narra a epopéia de Êisdur Árland, um menino de 11 anos e meio que decide descobrir o paradeiro de seu irmão mais velho Eisdras, o qual, tendo chegado à adolescência, abandonou o mundo das crianças. Êisdur acredita que pode localizá-lo com a ajuda do Rei Adulto, personagem lendário de seu mundo, reputado como a única pessoa a ter crescido sem deixar de ser criança. À sua busca, gradativamente unem-se outras seis crianças: o ladrãozinho Wáldron Gastrano, o cavaleiro Harsínu Sterinax e sua irmã Marsena Sterinax, o jovem mago Áymar Resphel, a tenente Ctara Bergrak e o vigarista arrependido Ernesto Molicári. Juntos, os sete são nomeados Suprapátrias, título raro dado somente àqueles cuja missão seja considerada tão importante para o mundo infantil que seu resultado estaria acima de qualquer questão regional ou nacional.
Mas a missão dos Suprapátrias não é tão simples. Problemas crônicos vêm ameaçando o mundo infantil, o qual, com o passar dos anos, vendo sendo cada vez mais descaracterizado pelo advento de plantas miraculosas chamadas plantas de imaginar, que são usadas como substitutos instantâneos para a faculdade inerente às crianças, sobre a qual os alicerces de seu mundo foi construído: a imaginação. Além disso, nem todos parecem dispostos a facilitar-lhes as coisas. Seu título desperta admiração e reverência em muitos, mas, igualmente, despeito, cobiça ou indiferença em considerável numero de pessoas. Êisdur e seus amigos cedo percebem que terão também que buscar uma solução para o mal das plantas de imaginar, para que ainda tenham um mundo em que viver, após estarem com o rei


Os mapas e contexto “político” e social que usados para representar o Mundo das Crianças são parte da atração da história. Os mapas são fornecidos no fim de cada volume, embora também possam ser encontrados no blog. As crianças do Sul usam um português mais parecido com o do Brasil. As crianças do Norte, usam um português europeu. E há ainda um grupo que fala em português arcaico, do século XIII, um reino infantil que usa um português etimológico e outro que fala “errado” e com gírias de áreas pobres do sudeste brasileiro. Essas variantes foram usadas para caracterizar cada região do mundo infantil, dando ao leitor (e ao protagonista) a sensação de estar, de fato, caminhando por culturas diversas enquanto busca pelo Rei Adulto. Até quando entra na floresta, encontra crianças que falam tupi antigo. Ou quando precisam falar em código, para não serem descobertos, usam a língua-do-pê.

 

Título: O Rei Adulto
autor: Helio Jaques
gênero: Fantasia
no momento, a venda é apenas como ebook, na amazon
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