Divã do Provollone – Sidekick? Pra quê?

Qual a graça de ir ao cinema sozinho? Imagine então uma festa, onde você não conhece ninguém pra te ajudar a chegar naquel@ gateeeenh@? Ou então um evento bem chato, como uma festa de casamento, onde você tem que aturar aquelas 3 horas de falatório da forma mais solitária possível… Enfim! Fazer tudo sozinho às vezes pode ser muito chato. Combater o crime não é diferente. Muitas vezes os melhores heróis precisam recorrer a parceiros… para não passar as noites tão sozinhos… (ok, agora esse texto tá bem sexual) então, sem mais delongas, vamos falar sobre os sidekicks!

 

Antes de citar alguns sidekicks que eu gosto, vamos entender um ponto: o ser humano não nasceu para ser sozinho. Estamos o tempo todo rodeados por outras pessoas, desde o nosso nascimento até a nossa morte. Somos seres sociáveis e precisamos nos comunicar com nossos semelhantes.

Somos do jeito que somos porque em algum momento tivemos a aprovação do outro. Tudo aquilo que não tem aprovação de um determinado grupo ou de pessoas especificas na nossa vida, dificilmente voltamos a fazer. Vamos a um pequeno exemplo: digamos que você ouviu Molejo quando era criança e agora faz parte da turminha do Rock and Roll. Qual a chance de contar pra alguém ou ouvir Molejo (a melhor banda do mundo, diga-se e passagem) na frente desses amigos?

Além disso, precisamos sempre de reconhecimento. Precisamos que outras pessoas nos digam que aquilo que estamos fazendo é certo de alguma forma (muitas pessoas não vão admitir isso, mas pense bem, você sabe que é verdade). Outro ponto interessante é que o ser humano tem a necessidade de ensinar. Gostamos de passar aquilo que sabemos para outras pessoas. Essa é a nossa forma de não deixar informações importantes se perderem com a nossa morte.

gettyimages

No caso dos super-heróis, percebemos que muitas vezes tratam os ajudantes como filhos. Querem ensinar como combater o crime, ao mesmo tempo em que tentam protegê-los dos perigos. Em alguns casos, o sidekick pode salvar a vida do herói, em outras pode colocá-lo em mais perigo ainda. Alguns ficam tão famosos que acabam assumindo carreira solo, como veremos em seguida.

O mais conhecido sidekick de todos os tempos é o Robin. Cada um deles teve um bom motivo para virar ajudante do Batman. No caso do Dick Grayson, temos a compaixão. Batman ficou sensibilizado pelo fato de, assim como ele, Dick ter se tornado órfão. No caso do Jason Todd, temos o típico caso do herói que quer se tornar um professor. Quando o Batman encontrou o moleque tentando roubar as rodas do batmóvel, viu um enorme potencial no garoto e quis ensinar tudo que sabia. No caso do Tim Drake temos a questão da culpa e do auto perdão. Batman aceita o garoto como Robin depois de muita relutância, para se redimir da morte do Jason nas mãos do Coringa. No caso do Damian temos um… Não temos nada! Na verdade ele é f*d@ por si só!

No caso do Kickass, temos o atípico caso onde o sidekick é bem melhor do que o personagem principal. Sabemos quantas bundas já foram chutadas e quantos crânios já foram dilacerados pela Hit Girl, enquanto o Kickass apenas… apanha.

Kickass e Hitgirl
Coringa e Arlequina

O Coringa não é um herói. Mas nada o impede de ter uma ajudante. O grande problema aqui é que ele não quer ter a ajudante em questão! A Arlequina além de sidekick é apaixonada pelo Coringa e faz de tudo para ganhar o seu amor (já falamos dela no texto anterior, aproveite pra ler enquanto o site não acaba por algum processo).

Temos o caso do sidekick que é tão bonzinho que chega a ser chato. É o caso do Bucky Barnes, ajudante do Capitão América durante a II guerra mundial. Ele só ficou legal quando virou o Soldado Invernal.

Para finalizar (porque eu tô com preguiça de escrever mais), temos o sidekick que queria ser visto como herói: Ricardito, o grande ajudante do Arqueiro Verde. O cara além de ser drogado era também um símbolo de rebeldia.

Green Lantern & Green Arrow n.5

Autor: Léo Provollone

Léo é formado em psicologia, coleciona quadrinhos, bonequinhos e casos de bebedeira. Além de seus sérios problemas com TOC, como separar seus imãs de geladeira com uma régua, Léo considera HOUSE a melhor série já feita pelo homem, apesar de nunca ter assistido o último episódio.

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